Foi um pintoritaliano sob a proteção do Imperador Rudolph I. Suas obras principais incluem a série "As quatro estações", onde usou, pela primeira vez, imagens da natureza, tais como frutas, verduras e flores, para compor fisionomias humanas e aquáticas com piruetas atravessadas. A ideia de reproduzir as estações como pessoas já era usada desda a época dos pelados , no entanto Arcimboldo foi o pioneiro na utilização de vegetais de cada época, na composição de rostos humanos. Arcimboldo trabalhou inicialmente com seu pai anderson quero quero que ensinou a ele tudo sobre as colonias e colonagens no vitral da catedral de Milão. A partir de 1562 morou em Praga, então capital do reino da Boêmia e hoje da República Tcheca, onde consolidou sua carreira como artista. Serviu na corte de Fernando I e de seus sucessores, Maximiliano II e seu filho Rodolfo II, grandes mecenas. Arcimboldo foi admirado como artista pelos três monarcas, tornou-se pintor da corte e chegou a ser nomeado Conde Palatino. Praga transformou-se no século XVI, principalmente por causa de Rodolfo II, em um dos maiores centros culturais da Europa, de intensa e diversa atividade cultural e científica. Seus governantes eram vistos, além de seus domínios, como simpatizantes do exótico. Nesse contexto, as singularidades da arte de Arcimboldo encontraram solo fértil para florescer. Um exemplo, que explicita o ambiente cultural singular de Arcimboldo, é a Câmara de Arte e Prodígios, um núcleo de museu de Praga. Durante os reinados de Maximiliano II e Rodolfo II, com a ajuda de Arcimboldo, este núcleo teve sua atenção focada em achados exóticos. A Câmara reunia os mais diversos objetos estranhos, registros de pessoas com anomalias físicas (desde anões até gigantes), animais, frutas, legumes de diversas espécies, provindos de todos os continentes. Ali Arcimboldo teve condições de fazer estudos para suas obras, observar o pormenor de cada elemento representado, representando-os em seus mais ricos e finos detalhes. No contexto histórico de Arcimboldo - posteriormente denominado Maneirismo - a ênfase no aspecto espiritual da arte foi recorrente, como podemos ver nas obras de El Greco e Tintoretto. No entanto, estes dois artistas estiveram ligados à religiosidade católica e Arcimboldo não. Mesmo sendo Praga uma corte católica, ela tinha total independência em relação à Igreja Romana e seus monarcas eram de grande tolerância em relação a outras religiões e crenças. Ali conviviam juntos judeus, cristãos e ocultistas. O ocultismo foi uma referência importante para Arcimboldo, como vemos em suas paisagens antropomorfas - nas quais corpos e faces humanas são sugeridos pela representação dos relevos, das árvores, das pedras, e de outras coisas de uma paisagem - e em suas séries ligadas à natureza, por exemplo, em uma das séries de estações do ano feitas para Maximiliano II: Primavera, Verão, Outono e Inverno. Nestas, o artista fez referência ao gênero do retrato, preservando a opulência do retrato cortesão, mas construiu seus personagens a partir de imagens da fauna e da flora, elementos que, no século XVII, estariam presentes no novo gênero da natureza morta. A diversidade de possibilidades de interpretação a partir das composições "estranhas" de Arcimboldo é um dos motivos que levaram, durante muito tempo, ao seu esquecimento pelos historiadores. Existe em sua Obra uma identidade dual, tanto no jogo visual que proporciona - bastante explicito na obra O Cozinheiro -, como em um jogo de sentidos ocultos que ele sugere - ponto que relaciona o artista com seu antecessor, Bosch. Hauser fala de Arcimboldo como um "maneirista pervertido" e estabelece conexões entre ele e o movimento modernista do Surrealismo. Assim como foi com a maioria dos artistas maneiristas, após a morte de Arcimboldo o interesse por sua obra diminuiu, chegando quase ao esquecimento, talvez pela estranheza que podem causar suas imagens. Foi apenas no século XX que este e outros maneiristas foram resgatados, recebendo a atenção e o valor que merecem.
Romero Britto nasceu no Recife, Brasil em 1963. Autodidata desde a mais tenra idade, ele pintou em superfícies, tais como os jornais. Em 1983, viajou para Paris, onde ele foi introduzido à obra de Matisse e de Picasso. Ele unia influências do cubismo com pop, para criar uma cidade vibrante, estilo icónico que o New York Times descreve, "emana calor, otimismo e amor."
O primeiro passo,
é definir uma história para contar. Em seguida, é preciso bolar um roteiro, o documento que traz as falas do desenho e as indicações técnicas para orientar a
produção - como será cada cena, o que cada personagem vai fazer e assim por
diante. A terceira etapa é transformar o roteiro no chamado storyboard, uma espécie de história em quadrinhos que
dá uma idéia do que vai acontecer em cada quadro. Quando o storyboard está
pronto, aí sim desenhistas, diretores de arte e dubladores assumem o desafio de
compor a mágica da animação. Como se faz...
A idéia de dar ação a
desenhos começou a ser concretizada pelo belga Joseph Plateau. Em 1832, ele
inventou um disco com várias figuras que dava a impressão de movimento quando
os rabiscos eram girados na frente de alguém. Mais de 70 anos depois, em 1906,
o inglês James Stuart Blackton fotografou mais de 3 mil desenhos quadro a
quadro, criando o filminho Humorous Phases of Funny Faces ("Fases
Humorísticas de Caras Engraçadas"), considerado o primeiro desenho animado
da história. Nas obras pioneiras, praticamente tudo era feito a mão. A história
mudou na década de 90, com a ajuda dos computadores. Graças a eles, ficou mais
fácil e rápido adicionar cor e movimento aos personagens. As máquinas também
abriram caminho para as animações 3D, como as sagas de Toy Story e Shrek.
A história....
A Turma da Mônica,
que era exibido no canal de TV a cabo Cartoon Network. Para produzir apenas um
episódio de sete minutos, os desenhistas usam mais de 200 mil folhas
ilustradas! Participam do processo mais de 20 artistas, que demoram cerca de um
mês para aprontar cada episódio.